Paróquia do Sagrado Coração – Maiquinique-BA

A serviço do Evangelho de Cristo Jesus

Realizamos no dia 18 de dezembro a Assembleia Paroquial. Na oportunidade, fizemos a avaliação do ano 2011 da caminhada pastoral de nossa paróquia. Os vários representantes e participantes de pastorais, movimentos, grupos e comunidades estiveram presentes.

Assembleia Paroquial

 Em 2011, reativamos algumas comunidades e foram criadas outras com o objetivo de propiciar ao nosso povo mais oportunidades de celebrações na áreas urbana e rural. Confira a lista das novas comunidades:

Comunidade Alegria – São Francisco de Assis (área rural)
Comunidade Córrego da Lama – São Bento (área rural)
Comunidade do Morumbi – N.Sra. Aparecida (área urbana)
Em processo de desenvolvimento:
Comunidade Barro Preto – São José (área urbana)
Comunidade Bela Vista – Santa Luzia (área urbana)

Padre José Mozart

 Por Pe. José Mozart Tanajura Júnior

A pessoa humana é chamada a participar do excelso desígnio de Deus que lhe reserva a vida plena e eterna na comunhão de seu amor. É para o amor eterno que somos chamados! Deus quer que todos se salvem (1Ts5,9) e cheguem a conhecer plenamente o seu sublime projeto que consiste em unir-se a Cristo Jesus. Isso nos leva a afirmar que o ser humano possui uma dignidade elevada diante de Deus e que esta mesma dignidade deve ser buscada e preservada em nossa caminhada de fé. O dogma da Assunção de Nossa Senhora se insere nesse desígnio divino de promover a dignidade da pessoa humana. O Senhor nos mostra que não vivemos para a morte , mas, ao contrário, vivemos para a eternidade. Somos, pela graça e misericórdia divina, feitos para a comunhão eterna! Acolher o dogma da Assunção é acreditar que Deus nos convida a participar de sua gloriosa benevolência.

O papa Pio XII, em 1950, definiu o dogma referido por meio da Constituição Apostólica “ Munificentissimus Deus” na qual aponta os elementos fundamentais que asseguram a autenticidade da questão. É bem verdade que, desde os tempos remotos, seguindo uma grande tradição e apoiado nos ensinamentos dos santos padres, a crença na assunção de Maria já estava bem solidificada em vários lugares do mundo. Costuma-se celebrá-la tanto no Oriente como no Ocidente, denominada de festa da Dormição ou da Assunção de Santa Maria, presente nos livros litúrgicos, entre eles o Sacramentário Galiceno e o Sacramentário Gregoriano, bem como na liturgia Bizantina. Além disso, é conveniente lembrar que os Santos Padres e Doutores faziam referência a este mistério celebrado nas homilias e sermões.

É digna de veneração, Senhor, a festividade deste dia, em que a Santa Mãe de Deus sofreu a morte temporal; mas não pôde ficar presa com as algemas da morte Aquela que gerou no seu seio o Verbo de Deus Encarnado, vosso Filho, Nosso Senhor (Sacramentário Gregoriano, apud: MD 17,p. 9).

Outrossim, têm-se diversos testemunhos dos pastores e dos teólogos que ratificam esse privilégio mariano. Os escolásticos apresentaram as bases deste privilégio mariano corroborando o amor filial de Cristo como elemento motivador para o levar a querer a assunção de sua mãe ao céu, bem como a incomparável dignidade da sua maternidade divina.

 Mas em que consiste o dogma da Assunção de Maria?

Pio XII expressou sobre este dogma relacionando-o ao dogma da Imaculada Conceição, pois estes dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminando o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial”(MD 44, p.20). O Papa afirma que, mediante um privilégio singular, a Virgem Maria venceu o pecado e devido a esta vitória não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro, nem mesmo de aguardar a ressurreição do corpo até ao fim dos tempos. “Assim a solenidade quer assegurar a Maria uma superioridade única também no termo de sua existência terrena, e isso sublinha mais uma vez a sua posição já notável no zênite da humanidade” (VVAA,1979:161).

Um dado curioso se encontra na estatística da consulta de Pio XII por ocasião da reflexão acerca do dogma da assunção:

(…) das 1181 respostas, só 6 duvidaram de ser ou não revelada a Assunção, enquanto 22 recusavam adesão, não por questão de conteúdo, mas por julgarem inoportuna uma proclamação ex cathedra. As outras 1169 respostas foram incondicionalmente afirmativas (COLLANTES, 2003: 424-425).

Com efeito, a assunção de Maria nos faz refletir sobre a fé na nossa própria ressurreição,pois somos chamados à comunhão dos santos vivendo a dimensão de eternidade em corpo e alma. Nesta perspectiva, o Catecismo da Igreja Católica nos ensina que, de fato, “a Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos” (CIC 966). Torna-se, portanto, uma maneira concreta de aumentar a confiança no amor de Deus que capacita seres humanos a acolherem o projeto salvífico do Senhor (MULLER & SATTLER, 2000:169). Desse modo, A Assunção de Maria nos insere no mistério da perfeita configuração com Cristo Ressuscitado. É o júbilo da bem-aventurança e glorificação de sua alma imaculada e de seu corpo virginal (cf. MC, 7).

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Petrópolis: Vozes, 1999.

COLLANTES, Justo. A Fé Católica – Documentos do Magistério da Igreja. Das Origens aos nossos dias. Trad. Paulo Rodrigues. Rio de Janeiro: Lumen Christi, 2003.

MULLER, Alois & SATTLER, Dorothea. Mariologia. In: SCHNEIDER, Theodor (Org.). Manual de Dogmática. Vol II. 2ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

PAULO VI. Marialis Cultus

PIO XII. Munificentissimus Deus. Petrópolis: Vozes, 1951.

VVAA. O Culto a Maria Hoje. São Paulo: Paulinas, 1979.

HOJE:

Sábado, 18 de junho de 2011.

Tema: Palavra de Deus e testemunho cristão

Leituras: 2Cor 1,1-10; Mt 6,24-34

Celebrante: Pe. Ariosvaldo de Jesus

Responsáveis: Pastoral da Cultura e Pascom

Convidados: Artistas e Rádio Fm 104,9

Oferta: Produtos de Limpeza

 

 

                                                      

         Quando ainda de madrugada, num domingo, indo ao túmulo de Jesus, Maria Madalena percebeu que o corpo do Senhor já não estava mais lá. Imediatamente, saiu correndo e, espantada, pois não sabia o que estava acontecendo, comunicou aos discípulos que o Senhor tinha sido retirado do túmulo. Os outros dois discípulos foram apressadamente ao túmulo e lá constataram o testemunho de Maria Madalena. Puderam perceber o que eles ainda não tinham compreendido: o Senhor havia ressuscitado! Era preciso agora anunciar aos demais seguidores que a promessa anunciada pelo próprio Cristo Jesus tinha se cumprido.

A vitória do Senhor sobre a morte assinalava um novo tempo na vida da humanidade: O Senhor nos doava vida nova, por sua morte e ressurreição. Com sua Páscoa tornava-nos um só! Somos um em Cristo! Participantes e membros de seu corpo místico. Configurados a Cristo, certamente, por força de sua graça santificante, podemos afirmar: A páscoa do Senhor nos oferece a libertação de uma vida fragilizada pelo pecado e nos encaminha com todo o ardor de seu amor-serviço ao seu projeto salvífico. Fomos lavados pelo sangue de Cristo, repleto do amor misericordioso e reconciliador do Pai. Em sua ressurreição, também somos vencedores da morte! Entramos, mediante a sua graça, na vida do Reino dos Céus.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina:

“Ele nos une à sua Páscoa. Todos os membros devem esforçar-se por assemelhar a ele “até Cristo ser formado neles”(Gl 4,19). “Por isso somos inseridos nos mistérios de sua vida, associamo-nos a suas dores como o corpo à Cabeça, para que, padecendo com ele, sejamos com ele também glorificados”(CIC 793).

É o grande mistério de nossa fé, a Páscoa do Senhor. A ressurreição do Senhor nos traz a certeza de que o homem não é simplesmente um ser destinado à morte, mas é um ser para Deus. Somos vocacionados à vida no Senhor. Isso quer dizer que apesar de nossa condição pecadora, somos chamados a viver a graça de uma vida nova, fundada na esperança do amor de Cristo, que, conforme nos ensina a Sagrada Escritura, é mais forte do que a morte.

 

Programação da Semana Santa

Data                   Dia                        Hora            Celebração                                                      Local
17/04    Domingo            08:30     Domingo de Ramos                      Ribeirão do Salto
17/04    Domingo            15:00     Domingo de Ramos                       Pouso Alegre
17/04    Domingo            19:00     Domingo de Ramos                       Matriz
19/04    Terça                   19:00     Missa da Unidade                           Ibicuí
20/04    Quarta                 15:00     Confissões                                      Pouso Alegre
20/04    Quarta                 19:00     Visita aos Enfermos                     Pouso Alegre
21/04    Quinta                 08:00     Missa dos Enfermos                     Matriz
21/04    Quinta                 19:30     Lava-pés                                           Matriz, Ribeirão do Salto

                                                                                                                      Pouso Alegre

22/04    Sexta                   15:00     Paixão do Senhor                           Matriz, Ribeirão do Salto e  

                                                                                                                      Pouso Alegre

23/04    Sábado               20:00     Vigília Pascal                                   Matriz
24/04    Domingo            08:30     Missa da Páscoa                              Ribeirão do Salto
24/04    Domingo            15:00     Missa da Páscoa                              Pouso Alegre
24/04    Domingo            19:30     Missa da Páscoa                              Matriz

 

CONFISSÕES:

14/04 : a partir das 14 horas na Igreja Matriz

17/04: Após a missa de Ramos em Ribeirão do Salto

20/04: a partir das 15 horas em Pouso Alegre